A lei judaica proíbe o incesto e a cultura romana condenava
o incesto com exílio. Os coríntios estavam cometendo pecados que eram
condenados até mesmo pelos ímpios. Eram impuros (sexo), avarentos ou idólatras
(dinheiro), beberrões (bebida), maldicentes (língua).
Perfeitos nós seremos. Mas perdoados já somos. Todos os
problemas derivam do orgulho. O amor é aquilo que não olha a retribuição. A
igreja de Jesus Cristo é feita de pecadores perdoados. Todo pecado que não é
disciplinado, é replicado, porque se torna padrão.
No Antigo Testamento, Josué mata todas as pessoas quando
entra na cidade. Por que? Deus criou o mundo. Aquelas pessoas estavam na terra
de Deus, e não deram louvor a Ele. Eles não se arrependeram e Deus fez juízo.
Toda pessoa que tem um ombro amigo, tem a chance de ter um
pecado evitado. Quando alguém peca, afeta a pessoa, a família e toda a
comunidade. O capítulo 18 do evangelho de Mateus é o guia para disciplinarmos o
outro. Primeiro: repreenda-o sozinho, no amor. Segundo, chame um irmão e vá até
ele. E por último, apresente à comunidade e se ele não se arrepender, exclua-o.
Se a pessoa não está arrependida, ela não pode ser tratada como membro da
igreja de fé.
Quem ama cuida. Quem ama repreende. Quem ama disciplina.
Muitas vezes atrapalhamos a ação de Deus na vida do outro. Nosso grande
problema é que jogamos pedras nos pecadores e amamos os hereges. A família
deixou de repreender. Por isso a família deixou de amar. Quando um irmão peca,
a igreja pratica maledicência, ao invés de chorar e confortá-lo. Porque vivemos
no tempo da tolerância.
Se não temos essa relação dentro de casa, como será lá
fora? Toda criança saudável, toda vida saudável, toda empresa saudável, requer
ajustes. Porque o nosso coração é mau. Nunca sacrifique todos, pelo bem de um.
Mas sacrifique um, pelo bem de todos. Como Cristo fez.
A salvação não é nossa jurisdição. Não é algo que decidimos
pela paz no coração. Você se santifica e se livra do pecado, porque você foi
salvo. Já fomos perdoados. Somos um novo homem em Cristo. Já fazemos parte da
comunidade dos santos.
Perversidade é quando eu uso o nome de cristão para
conseguir algo que o meu orgulho quer. Sinceridade é quando a motivação é
correta. Não somos sinceros, somos mal educados. Porque a verdade é a ação que
colocamos à vista das pessoas. Não somos chamados para julgar motivações.
Somente frutos da verdade. Fazer boas ações não salva ninguém, porque a
motivação revela a perversidade. Jesus se entregou para que pudéssemos alcançar
a Deus e para que Ele nos alcançasse.
Jesus nunca bateu em pecador. Só em religioso. Até o diabo,
é o diabo de Deus. Porque Deus é soberano. Ele rege todas as coisas. Se
relacionem com os não-cristãos, seja luz do mundo. Disciplina não é julgar a motivação
ou os dons, mas o ato de amor diante de uma ação concreta desastrosa. Se
relacione com um não-cristão que ama o dinheiro, mas não se relacione com um
cristão que ama o dinheiro, porque Ele não ama a Deus.
Os católicos tem seus santos de madeira e os crentes tem
seus ídolos na carteira. Jesus não precisa de defesa. Mas as pessoas precisam
ver o verdadeiro Jesus em nós. O que está destruindo a relevância da nossa
igreja não é a batalha espiritual dos anjos das trevas, mas o relacionamento
não vivido,o testemunho mal dado.
Referência: 1 Co
5, 1-13